domingo, 14 de Agosto de 2011

Mentiras feministas em torno das diferenças salariais entre homens e mulheres

Na primavera passada o "White House Council on Women and Girls" emitiu uma reportagem muito antecipada com o nome de Women in America. Uma das conclusões atingiu uma veia comum: nos dias que correm, diz-nos o esquerdista que ocupa a Casa Branca [Hussein Obama], "as mulheres ainda recebem em média 75 cêntimos por cada dólar que os homens ganham. Isto é uma discrepância enorme."

Isto de facto é uma enorme discrepância. Para além disso, isto é também um bom exemplo do que o jornalista Charles Seife identifica como "provismo" (eng: “proofiness.”) Por provismo entenda-se como o uso incorrecto de estatísticas como modo de confirmar o que já se acredita.

De facto, a mitologia em volta dos 75 cêntimos depende de comparações irrealistas que favorecem iniciativas feministas, ao mesmo tempo que nada nos dizem sobre o bem estar da mulher.

O que nós sabemos é que identificar a "descriminação" como a explicação por defeito para a diferença salarial, como os provistas querem que façamos, conduz-nos a alguns dilemas. Segundo o departamento de estatísticas dos EUA, os homens asiáticos ganham mais dinheiro do que o homem branco ou a mulher branca. Será que isto significa que os brancos são descriminados em relação aos asiáticos?

Mulheres que trabalham nos cafés possuem vencimentos superiores do que os homens que trabalham nos mesmos sítios. Será que isto significa que os homens são descriminados? As mulheres que trabalham nas construções ganham essencialmente o mesmo que os homens, enquanto que as mulheres que trabalham na área do ensino ganham consideravelmente menos.

Usando a lógica esquerdista, isto significa que as construções civis descriminam as mulheres menos do que as áreas de ensino. Quão provável isso se afigura?

Graph by Robert Pizzo

O motivo da discrepância salarial.

Então porquê a diferença? Porque é que as mulheres trabalham menos horas, escolhem empregos menos exigentes, e ganham menos do que os homens que escolhem trabalhar mais e escolhem trabalhos mais exigentes?

A resposta é mais do que óbvia:

Exactamente. FILHOS.

Isto é o que os autores descobriram: pouco depois do licenciamento universitário os homens e as mulheres não só tinham essencialmente o mesmo salário como também a mesma carga horária. No entanto, durante os 10 anos que se seguiram à graduação, as horas de trabalho e a remuneração das mulheres decaiu. Perguntas do questionário revelaram as razões para isto:

  • Primeiro, os homens haviam investido em cursos financeiros e recebido melhores notas nesses cursos, ao mesmo tempo que as mulheres haviam investido em aulas de marketing.
  • Segundo, as mulheres haviam tido mais interrupções nas suas carreiras.
  • Terceiro, e a mais importante, as mulheres trabalhavam menos horas.
"As carreiras das mulheres MBA (mestradas em administração de empresas) atrasaram-se substancialmente pouco depois do nascimento do primeiro filho."
Embora 90% das mulheres estivesse empregue a tempo inteiro imediatamente após a graduação, apenas 80% das mesmas continuava com a mesma carga horária 5 anos após a licenciatura, 70% 9 depois, e 62% 10 ou mais anos depois da graduação. Apenas metade das mulheres trabalhava a tempo inteiro 10 anos após a sua licenciatura.

Por contraste, practicamente todos os homens graduados continuavam a trabalhar a tempo inteiro o ano todo após os 10 anos. Para além disso, as mulheres MBA - especialmente aquelas com maridos com salários mais elevados - "escolheram activamente" locais de trabalho familiares que lhes permitissem evitar longas horas de trabalho, mesmo que isso reduzisse as suas hipóteses ascender na hierarquia salarial e laboral.

Ou seja, estas mulheres MBA compraram o que normalmente se qualifica de "caminho da maternidade". Quando as mães trabalhadoras podem, eles tendem a passar menos tempo no emprego.

As mulheres escolhem os filhos no lugar dos empregos.

A típica (e mentirosa) desculpa feminista é a de que os homens "se recusam" a assumir responsabilidades no que toca à educação dos filhos e como tal - dizem as feministas - as mulheres, esses seres vazios de vontade própria e capacidade de decisão independente (segundo as feministas), não "tem escolha" senão tomar conta dos filhos que elas deram à luz (oh, o horror!).

Mas será isso verdade? Será que as mulheres desejariam trabalhar mais horas se não fossem as suas responsabilidades maternais? E mais; será que mais "apoio governamental" (seja lá o que isso fôr na boca dos esquerdistas) permitiria que elas fechassem a discrepância salarial? Sem surpresa alguma, não há a mínima evidência para esta fábula feminista.

Se as mulheres trabalham menos horas que os homens, é porque elas assim querem. Cerca de 2/3 das pessoas a trabalhar em part-time nos EUA são mulheres. De acordo com uma pesquisa da "Pew Research" (2007), só 21% das mães com filhos menores querem estar nos empregos a tempo inteiro. 60% preferia trabalhar em part-time, e 19% desejaria desistir do seu emprego para poder passar mais tempo com o(s) filho(s).

Menos tempo nos empregos, quer seja a part-time ou a tempo inteiro, é o que muitas mulheres querem e aquelas que podem fazê-lo, fazem-no.

Conclusão:

As feministas ignorantes podem-se queixar de que esta situação (a tendência natural da mulher em querer passar mais tempo com os filhos em detrimento da sua carreira profissional) se deve à socialização de que as mulheres são objecto em favor do seu lugar como parente primário, mas não há a mínima evidência.

Mesmo depois de décadas de feminismo radical e engenharia social nórdica, a contínua escolha feminina por menos horas de trabalho sugere que o argumento da "socialização" não se aplica. Nem mesmo os ultra-marxistas suecos conseguem manter as mulheres nos escritórios.

A biologia, aliada à escolha voluntária, invariavelmente vence as mentiras feministas.

-Fonte-

7 comentários:

  1. Hahhaahhahahahahaahha!

    Agorinha mesmo você me lembrou que eu lia em alguns sites feministas ''bonzinhos'' o que as feministas tinham a dizer sobre a maternidade. Os sites eram blogs em que as femininhas escreviam de um modo pacífico, ''fofo'', feminino, sabes do que eu falo, ela aparentavam ser inofensivas.

    Mas, seguindo: Elas estavam desesperadamente procurando um jeito de conciliar maternidade com trabalho! Algumas até metaforizavam maternidade com um ''emprego à mais''.

    Algumas até apelavam para paternidade, eu me lembro de alguma ter escrito exatamente isso: ''Temos que acabar com esse pensamento MACHISTA de que o filho É SÓ DA MÃE.'' (estranho é que elas supervalorizam a biologia da mulher com a antítese disso, vai entender). Mas a realidade mesmo é que as mulheres naturalmente escolhem filhos à trabalho; e quando elas se deparam com a sequela dessa realidade elas culpam machismo e blá blá blá, só que dessa vez elas querem tentar criar normas e medidas para tentar criar a seguinte imagem: ''A mulher amamenta seu bebê enquanto fala com pessoas importantes no telefone no trabalho.'' Vê se algo assim tem cabimento! Outra é que elas quase conseguiram me enganar com orações bonitinhas dizendo: ''Maternidade deve ser um assunto dos homens, e do ESTADO.'' Acho que a partir daí não preciso dizer mais nada.

    Se quiser saber qual o site: http://blogueirasfeministas.com/

    Se for visitá-lo, boa sorte na sua putrefante jornada no caminho de merda, cuidado para não vomitar. ;)

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  2. Aliás:

    Qual a diferença principal entre o feminismo e o nazismo?
    R: No nazismo predominam-se homens enquanto que no feminismo predominam-se mulheres.

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  3. Krisian

    Por acaso já estive nesse blogue. Deixei dois comentários que nunca foram aprovados.

    "Tolerância".

    Essas gajas são tão ridículas que têm lá um post onde qualificam de "machismo" o facto das mulheres serem historicamente as escolhidas para tomar conta da lida da casa. PIOR, muitas mulheres ESCOLHEM fazer isso, mas segundo as feministas isso é "machismo".

    Burras e desonestas até dizer chega.

    ...............
    Só um favor: tenta não usar palavras como "m---a". :-) Eu agora deixei passar este comentário porque foi a primeira vez que usaste esse palavrão, mas se puderes, evita esse e outros neste blogue.

    Obrigado.

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    Respostas
    1. Feministas não veem que a maioria das pessoas se casam ou tem filhos quando adultas, para sobrevivência é preciso ter comida feita em casa, cuidado dos filhos, então os papeis são igualmente importantes. No modelo da família tradicional, os homens construíam ou financiavam a casa para suas mulheres e filhos, trabalhavam 10 horas por dia para manter a família, muitas vezes nos piores empregos que são os que sobram para pessoas desfavorecidas (maioria), e ainda acham que é o homens que estavam tendo vantagem!? quem é que não gostaria de ficar mais tempo com os filhos? Homens tinham mais poder, mas tinham mais responsabilidades também.

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  4. Sabe, que tenho a impressão que as feministas sabem isso é mentira. Elas não são ignorantes, se fingem de tal, para conseguir mais privilégios. Já vi isto em debates, tu pódes mostrar dados, estatísticas ou textos confirmando q homem não ganha mais por ser homem, mas elas desconversam alegam q os dados não são conclusivos, te repassam textos de ESTUDO DE GENEROS. Além do aborto é outra bandeira do feminismo moderno. Tudo isso me concluir que elas fingem ignorancia. E afinal parece que dar resultados.

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  5. No Brasil existe um outro motivo: a aposentação das mulheres 5 anos antes dos homens.
    Obviamente, em geral, o salário no final da carreira é maior que o do início na carreira.
    Mulheres se aposentam antes dos homens, no meomento em que os salários estão no topo.
    Se alas se aposentassem com os mesmos anos (ou seja, se não fossem subsidiadas pelos homens) a média salarial delas também aumentaria.

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  6. EU OUÇO MUITO A MÍDIA MARTELANDO SOBRE DESIGUALDADE DOS SEXOS, QUE EMPRESAS PAGAM MENOS PARA AS MULHERES, MAS NÃO REVELAM QUE EMPRESAS SÃO ESSAS, EU NÃO CREIO QUE HAJA DESIGUALDADE NENHUMA
    EM 1º LUGAR JÁ EXISTEM AS LEIS TRABALHISTAS QUE IMPEDEM DIFERENÇAS DE SALÁRIOS PARA PESSOAS DE MESMO CARGO
    EM 2º LUGAR, SE UMA MULHER SUPER COMPETENTE GANHASSE MENOS QUE OUTRA PESSOA EXERCENDO O MESMO CARGO,A EMPRESA PODERIA PERDER ESSA PROFISSIONAL COMPETENTE PARA OUTRA EMPRESA.
    EM 3º NUNCA OUVI NENHUMA MULHER RELATAR ALGUM CASO DESTE TIPO EM UMA EMPRESA FORMAL.
    PORTANTO ACHO QUE TEM MUITA POLITICAGEM POR TRÁS DISSO, POIS ACREDITO QUE O QUE VAI DEFINIR QUEM GANHA MAIS É A COMPETÊNCIA DA PESSOA E NÃO O SEXO OU COR.

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